quarta-feira, 15 de março de 2017

História de Amor (IV)



Não posso compreender
Porque o mal venceu-nos,
Temporariamente...
Sei que não foi culpa minha...
Tenho toda certeza.
Sei que só reivindiquei afeto ordenado...
Como iríamos ficar com algo tão sem "regras"?
Antes só do que mal acompanhada...
Sabe como vejo que estamos mal acompanhados?
Sem profundidade alguma é... 
Meu coração está abatido e solitário sem você.
Sei que sabe bem como estou.
Afinal, me conheceu durante anos...
Após um casamento anterior
De violência e traição...
Sinto o cheiro desses sentimentos
Perversos e egoístas à distância.
Somos enredados neles...
Diariamente...
Sem nem percebermos,
A gente deixa um rastro
No coração do outro...
Você deixou no meu, claro!
Estou me sentindo tão segura
(Mesmo sendo insegura)
Vejo que Deus tem planos
Para cada um de nós.
Cada um tem o direito de escolher
O tipo de relacionamento
Que lhe compraz.
Quero optar pelo equilíbrio e segurança,
Típicos dos que doam o coração...
Isso é pedir muito, atualmente.
Muito se diz e pouco se oferta.
Doar coração é a máxima expressão
De suavidade interior,
De delicadeza para com o outro...
Vai além de palavras bonitas...
De entrega do corpo no ato do amor.
Muitos vivem muito tempo ...
Não aprendem essa questão
Com total maestria.
Vivem de "prazer em prazer",
Sem acertar no alvo pretendido por Deus
Para a nossa felicidade completa.
Vamos seguir em busca de valores nobres,
De um amor pleno ,
De total entrega de um ser ao outro.
Sem reservas e plenamente,
Com total renúncia a tudo o que ficou para trás.
Que bom que você me compreendeu e retornou!

Um comentário:

  1. Bravo, Rosélia!
    Que poema magnífico!
    A vida a dois só tem significado quando há amor mútuo...
    O divórcio foi uma conquista da humanidade, ainda que muitas vezes seja usado indevidamente.
    Gostei muito do seu poema.
    ~~~ Grande abraço, amiga. ~~~

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