domingo, 11 de agosto de 2013

Menina Encantada (XII)



O meu intuito nestas poesias
É o resgate da minha criança interior,

Tirando do fundo das prateleiras

Tudo o que causou-me terror.

Foram raios e relâmpagos,
Cujo medo encolhia-me

E os gritos da minha mãe

Que a bater, quando enfezava-se,

Pelos manos travessos todos que apanhar tínhamos.

Daí nasceu a minha tristeza...
Mas não me fez deixar de ser cativante,

Soltava-me e a voar ficava

Lendo histórias de fada.

A Alice fez do meu coração uma maravilha,
E já com a poesia envolvia-me,

A perder-me em mil castelos.

Minha vida foi marcada pelos livros

Que trouxeram-me uma excelente lição de vida!

Na escola tive que decorar
A carta de Pero Vaz de Caminha

P'ra enlevo da professora e da diretora a mostrar-me,

Pois a visita esperava-me e eu que declamar tinha.

Ih! Será que criança ainda sou?
Acho que apenas cresci...

Percebo agora, enfim:

A minha criança não morreu em mim!

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