sábado, 11 de maio de 2013

OUTONO +






Ouso falar do Outono
Pois, de repente,
Fez-se noite,
Fez-se embaçado o tempo,
Traduziu-se em cores marrons
Ou neutras escurecidas...
O tempo presente,
O minha atual linha cronológica,
A dor da saudade,
A partida súbita,
O cinzento do coração,
É ou não é Outono, então?
Falar do que experimento é fácil,
Condizente,
Expressivo,
Nada a temer, pois,
Nada de mentira ou disfarce,
Ao exprimir em palavras,
O ciclo outonal que vai na minh'alma.
Vida cinzenta e amarga,
Por que persegue-me?
Frio gélido e inconsequente,
Por que impõe-se a querer congelar o meu eu?
Não vê que vem fora de hora?
Desproposital...
Desconexo...
Sem senso...
Atrevido...
Vem, estação mais tênue,
Afagar o meu ego
Enternecer os meus poros
Enriquecer a minha pobre existência mortal...
Outono descomunal
Que represa os meus sentidos,
Dando um tremor pelo que poderia vir a ocorrer,
Sem pedir licença vai entrando,
De fininho,
Como se fosse o rei
Das estações espirituais do percurso do meu viver...
Outono, deixe o meu sentir em paz!
Exale o odor suave a futura desde já,
Estou pronta a desabrochar,
Custe-me o que for,
Romper o meu casulo existencial.
Senhor, deixe passar o Outono em minh'alma!

3 comentários:

  1. Rosélia, Orvalhinho querida!
    Que lindo seu poema ode a esta bela estação que todos nós gostamos tanto!
    O outono no Rio anda tão azul que chega a ser um abuso. hehe
    grande beijo carioca e feliz dia das mães, parabéns!

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  2. Eu gosto muito do outono, porque simboliza renovação, esperança, desfolhar para brotar de novo e você falou de uma forma diferente, bonita. Parabéns!!!

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  3. Ficou tão bonita essa poesia,Roselia!Comove!Bjs e lindo outono pra vc!

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