quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cinderela Noite e Dia (Prosa Poética)




Uma mulher lutava por causas perdidas, 


Desconhecia a palavra recompensa em seus atos. 


Caminhava entre dúvidas internas ou externas;
Sorria e chorava, contraproducente nas alegrias e tristezas.
Cancelava sonhos em prol dos mais amados. 
Acreditava e esperava além das aparências. 


Era forte e fraca, dependendo das circunstâncias.
Caía em poços, afundava-se na lama...
Emergia pela Bondade Divina!
Perdia-se em palavras, nem todas inúteis. 
Era frágil, falante, fugaz.
Distribuía, com amor, emoções. 
Pena que se perdiam, na maioria das vezes, pelos demais.
Dava tudo de si, distribuía sorrisos, sentimentos
Nunca sentia-se desmoronada totalmente. 


Tinha Deus a embalá-la e a soerguê-la
Integrando-a como se fosse única, inteira
Uma muralha intransponível
Para mentiras, para desamor, para o não querer.
Perdoava porque amava, 
Deus a fez assim por sua herança paterna.
Tentava recuperar-se do que não parecia recuperável 
Entendia porque amava mesmo sabendo que: 


Ninguém se preocupa em compreender 


O que assemelha-se a um mistério sem fim.
Agradecia, fazia-se mister! 
Emprestava, doava, 


Ia além das medidas padronizadas, 


Até mesmo ao amor do mundo, que é tão finito.
Chorava por amor, por ser amada, por não ser.
Esperava um recomeço pois todos, 
Se não vamos por amor, vamos pela dor!
Um dia ou outro...
Apesar de: dissabores, desilusões, traições, decepções.
Conquistava e era conquistada.
Vivia, ardentemente, 
Como mulher, vivia intensamente todas fases como a lua.
Nunca esquecia o quê e a quem amava.
Sua missão é cicatrizar feridas 
Enquanto as suas iam sangrando dentro do seu peito. 


Ninguém se empenhava de vê-las. 


Era bálsamo por palavras, ao menos.
Tinha muito de princesa, 
Dizem que era especial, 


Mas, para ela, era apenas mulher/menina, 


Era flor e orvalho, 


Chorava calada, 


Sorria outro tanto num misto dentro e fora de dela. 


Tropeçava, caía, voltava, andava.
Não era mulher maravilha, 
Mas Cinderela noite e dia.

sábado, 23 de julho de 2016

O Amor Existe (Prosa Poética)




Uma menina  deficiente física,  

Nunca namorou, 

Ganhou seu príncipe encantado  

Bem próximo ao Dia dos Namorados.
Isso não é incrível?
Já estava na listinha negra das "encalhadas" 
Pelas más línguas da pequena região onde residia.
O namoro ficou escondido mais de um ano 
O rapaz, que mora no interior, 

É caseiro de um sítio 

Está encantado com a linda menina.
Acontece que, sendo ela muito pobre, 
Vive apenas com um salário mínimo

Que lhe permite sua condição.
Tem gente na família 
Que a desmotiva de se casar legalmente. 

O seu sonho é, justamente, entrar com o tradicional vestido branco, 

Com tudo que tem direito. 

Noiva é noiva em todo lugar do mundo.
Será mesmo?
Creio que sim, com suas exceções, é claro!
Bem, o que importa é que estamos, 
Os de mais longe, os da família e os agregados, 

Empenhados em ajudar no enlace, 

Animadíssimos com o casamento 

Que será em breve. 

Lista correndo...

Todos partilhando um pouco 

Para que o casal experimente um lindo casamento 

Para realizar seus sonhos de amor.
Que vivam felizes para sempre!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Medo do Amor (Prosa Poética)

Antônia tinha medo de amar.
Ninguém tem medo sem motivo...
O seu passado foi fatigante, 
Doou-se e não teve retorno algum.
Vivia na solidão e no silêncio do seu coração.
Na realidade, ela encolhera-se, 
Refugiara-se em seu próprio mundo.
De repente, encontrou-se com Alberto 
Numa tarde em que se refrescava à beira do mar 

Sentindo a brisa suave. 

O dia era de um clima distinto ao da época habitual, 

Parecia Primavera no Inverno.
De início, ele nem a notou tanto assim.
Ambos moravam em lugares distantes. 
O destino preparou-lhes uma surpresa.
Quando passeava, Alberto olhou para o seu lado esquerdo 
Reparou uma moça tímida e ofegante.
Sentiu um olhar atraente 
Impulsionado por uma atração terna 

Dirigiu-lhe umas palavras iniciais.
A moça nem se abalou com tal iniciativa 
Agindo diferente do habitual 

Sempre retirava-se quando isso acontecia.
Naquele dia foi diferente, 
Permaneceu imóvel, nada a abalava.
Respondeu, serenamente, a Alberto umas perguntas de praxe, 
Convencionais, nada além do normal.
No outro dia, fazendo sempre ela a mesma coisa, 
Deparou-se, frente a frente, com o moço de fora 

Dos arredores da sua cidade litorânea.
Iniciaram um novo bate papo 
Sentiram-se bem um com o outro.
Até o final das férias, eles encontravam-se diariamente 
Naquele mesmo lugar, à beira da praia, 

Debaixo de uma árvore... 

A menina, já enamorada, a balançar-se.
O que foi feito dos dois moços 
Não cabe nessas linhas 

Um futuro promissor caberia num livro, certamente!
Os que passaram pelo local, 
Dali para a frente, 

Perceberam a ausência da moça e do rapaz falantes e alegres 

Que encantaram aos passantes 

Naqueles dias de férias de Julho...
Related Posts with Thumbnails